Tradicionalmente, as empresas se concentram em um único resultado: o lucro. No entanto, John Elkington, uma autoridade mundial em responsabilidade corporativa e capitalismo sustentável, tem uma opinião diferente: o triplo resultado final (3BL do inglês triple bottom line).

Esse conceito mede o crescimento de acordo com o impacto social, ambiental e econômico de uma empresa. E se há uma indústria que está em perfeito alinhamento com o triplo resultado final, é a energia renovável. Por quê? Como a energia renovável, especialmente quando implementada em conjunto com valores sustentáveis, apoia as comunidades locais – o aspecto “povo” do conceito 3BL, evita o consumo de recursos finitos – o aspecto “planeta” e apresenta um investimento confiável e um meio de reduzir os custos de energia – o aspecto “lucro”.

Fazendo a mudança

De acordo com a abordagem 3BL, os lucros ainda importam – apenas não às custas das necessidades e preocupações ambientais e sociais. Ainda assim, as empresas estão mais abertas a fazer a mudança para práticas sustentáveis se puderem ter certeza de que seus lucros não vão ser prejudicados no processo.

Uma das maiores preocupações em relação à energia renovável é a ideia de que é uma alternativa cara em comparação com os combustíveis fósseis – e para os grandes usuários de energia, para os quais a eletricidade responde por uma enorme proporção de seus custos fixos, isso cria uma enorme barreira para fazer a mudança. No entanto, esse não é mais o caso: a energia renovável tornou-se mais competitiva e disponível nos últimos anos, na medida em que, em muitos mercados, é realmente mais econômico suprir suas operações com energia solar do que usar fontes de energia convencionais.

Com acordos de longo prazo compra de energia corporativa (PPAs) proporcionando a capacidade de fixar taxas mais baixas por mais tempo, investir em energia verde faz sentido comercial em termos de redução significativa dos custos, bem como de melhoria da eficiência energética.

Voltar à economia circular: o papel da energia nas economias circulares

A compreensão das economias circulares é crucial para a implementação de uma abordagem 3BL. A razão é que as economias circulares são a antítese de um modelo econômico linear, no qual a vida útil dos materiais está limitada a um propósito de uso único. Isso significa que o uso de energia estará sempre na vanguarda da sustentabilidade, pois esses sistemas de reutilização e reciclagem exigem grandes recursos de energia para funcionar.

Assim, as indústrias manufatureiras, por exemplo, devem estar interessadas em adotar métodos de energia renovável como forma de reduzir sua pegada de carbono, a fim de se posicionarem como opções favoráveis dentro dos modelos econômicos circulares do futuro.

Amarrando tudo junto

O aspecto ambiental da energia renovável é o mais óbvio. No nível mais básico, as empresas que executam suas operações utilizando energias renováveis estão reduzindo as emissões de gases de efeito estufa de suas atividades. Mas vão além: também estão contribuindo para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas 12 – Garantindo o consumo sustentável e os padrões de produção. Além disso, também estão demonstrando adicionalidade: cada compra de energia limpa da Atlas permite o desenvolvimento de mais projetos de energia renovável, inclinando a balança cada vez mais em favor da transição energética.

Talvez seja mais fácil ver como os benefícios econômicos se relacionam com os esforços ambientais, se estes forem abordados de forma pragmática e inovadora. Isso significa que o resultado social é o mais difícil para as empresas implementarem? Qual é exatamente o retorno do investimento quando falamos sobre regimes de pensão, igualdade de gênero e diversidade cultural na força de trabalho?

Na Atlas, reconhecemos que o resultado social é o efeito mais fundamental a longo prazo. Pode ser mais difícil de quantificar, mas o resultado social está no centro de todos os retornos dos investimentos: ao educar as comunidades sobre práticas sustentáveis, garantimos que haja adaptação transgeracional a novas formas de trabalho e de vida. De dentro da Atlas, oferecendo salários competitivos e aplicando práticas de pensamento avançado, fazemos questão de atrair e reter uma força de trabalho forte, composta por mentes brilhantes que continuarão a nos impulsionar para a frente. Finalmente, ao nos comprometermos verdadeiramente e construirmos a partir de valores fundamentais centrados nas pessoas e no planeta, garantimos um nível de reputação e credibilidade que nos garante uma posição de liderança no mercado.

De acordo com a Pesquisa Nacional da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), o aumento esperado do bem-estar humano a partir da implantação de renováveis é próximo de 4%, desde melhorias na saúde como resultado da diminuição das emissões, até a criação de empregos e maior inclusão social. Como resultado, ao fazer a transição para a energia renovável, as corporações podem amplificar seu impacto social positivo além dos limites de suas próprias operações internas.

O valor da reputação: transparência e métricas

Nos últimos dois anos, as instabilidades influenciadas pela pandemia têm convocado as empresas a oferecer maior apoio aos seus funcionários (por meio de benefícios como licença médica remunerada) ou correr o risco de perder credibilidade tanto com as comunidades quanto com as partes interessadas.

Além disso, os países e as empresas estão enfrentando uma pressão crescente para se comprometer publicamente com a mitigação e redução das mudanças climáticas, reconhecendo e tomando medidas para cumprir as metas traçadas durante a cúpula da COP26 do ano passado.

A crescente presença dessas conversas ao nível da política global, significa que as empresas enfrentam potenciais riscos regulatórios e a perspectiva de impostos sobre o carbono, a menos que adotem os princípios operacionais do ESG (Ambientais Sociais e de Governança, do inglês Environmental, Social and Governance). Anteriormente, compartilhamos informações sobre as inúmeras estruturas que as empresas podem utilizar para começar, tais como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e os Padrões de Desempenho da International Finance Corporation (IFC).

Embora esses quadros sirvam como diretrizes sólidas, John Elkington argumenta que o principal desafio para o triplo resultado final é precisamente a dificuldade de medir mudanças sociais e ambientais. Como quantificar o crescimento, além dos parâmetros financeiros? E como nos certificamos de q ue o triplo resultado final está sendo igualmente desenvolvido?

A Atlas acredita que a transparência é uma forma de abordar essas questões e nos responsabilizar, o que, por sua vez, reforça nossa posição como uma empresa voltada para ser uma força para o bem. Na era das mídias sociais, os consumidores verificarão rapidamente se as empresas estão realmente cumprindo com o que dizem em todos os níveis de serviço e produção, e não estão apenas fazendo publicidade enganosa. Não esqueçamos que a forma como uma empresa é percebida pelo público é um dos principais pontos focados pelos acionistas.

(Para uma visão aprofundada das práticas da Atlas, consulte nosso relatório de sustentabilidade 2017-2020.)

Mais do que apenas uma opção viável para energia verde, a Atlas está comprometida com o triplo resultado final, em cada passo do seu caminho.

Em parceria com a Castleberry Media, estamos comprometidos em cuidar do nosso planeta, portanto, esse conteúdo é responsável pelo meio ambiente.

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